18/05/2011

Moda, nudez e arte


































Engraçado como o nu masculino é muito mais agressivo visualmente do que o feminino. "Anatomy of Murder" é um editorial fotografado por Steven Klein, recheado de homens nus usando apenas acessórios em couro, com ar fetichista e muita arma de fogo. Provocando assim reações nas pessoas mais conservadoras, que conseguem enxergar nessas fotos, apenas a nudez, e nada mais. Mas será mesmo que a nudez dos modelos é tão forte que sobressai a temática do editorial?
 A partir daqui, a discussão ganha pano pra manga. As imagens de moda, principalmente campanhas, tem por objetivo seduzir. Corpos expostos, atitudes ousadas, elementos que remetem a sexualidade, tudo para atrair a atenção do público e de alguma maneira querer fazer parte do que é mostrado nas imagens. Em teoria, você gosta das fotos pois se identifica com o que é mostrado e o próximo passo é ter alguma peça da marca apresentada. Atualmente, por existirem tantas indústrias têxteis e  fácil acesso a tecnologia, isso faz com que o produto final tenha pouca diferença de uma marca para a outra que pertencem ao mesmo segmento. Se o produto de todo mundo é semelhante, ele passa a não ser o diferencial, portanto, o diferencial passa a ser o conceito e o DNA da marca.
 Este é o ponto onde muitas marcas chegam e percebem que suas campanhas/editoriais não precisam mostrar exatamente seu produto como ponto central. O interessante é criar uma atmosfera, para que o público perceba a essência da marca e se identifique com ela. O que queremos dizer é que nem sempre imagens de moda precisam apresentar roupas, estas imagens são muito mais que isso. Elas estão lado a lado com a arte e por isso, chocam, trazem questionamentos, nos seduzem. Difícil mesmo é classificar estas fotos de Steven Klein. Pertecem ao gênero da fotografia de moda ou da fotografia de arte? Vale o questionamento...


17/05/2011

Editorial do dia: Neon Rocks!









Cinema Chic!






Desde a estréia contundente de TOM FORD no cinema, com o ótimo A Single Man, trabalhar imagens de moda dentro do cinema, se tornou trend. Com a massificação do vídeo e o poder de persuassão e abrangência que essa nova mída proporciona, cada vez mais a imagem de moda se aproxima do cinema. E se cinema é imagem, nada mais justo do que pessoas que trabalham com esse universo imagético se sentirem mais atraídas pela sétima arte. Karl Lagerfeld dirigiu, produziu e concebeu "A Tale of Fairy", um curta que foi apresentado no  lançamento da coleção Chanel Cruise 2011. No filme, cada cena é esteticamente tão bem trabalhada que tudo parece sair de um photoshoot de moda e essa preocupação, para quem faz cinema, é primordial, ou ao menos, deveria ser. Com ironia sutil e elegância ao extremo, Lagerfeld prova mais uma vez que sabe o que faz. 

Nada de acabar, hein?








Friendly Fires - Hawaiian Air

Poucas bandas causaram tanto, no bom sentido, como os ingleses do Friendly Fires. Me lembro como se fosse ontem quando ouvi pela primeira vez o primeiro álbum da banda lançado em 2008. Era quase que uma obesessão ouvir suas músicas, a voz marcante de Ed Macfarlane e as batidas eletrônicas que não soavam pretensiosas ou de inovação gratuíta. Se no primeiro álbum eles tinham uma sonoridade animada, nesse último disco, PALA, a distância não é tão grande. Um pouco mais introspectivo e sério, Pala transfere a vontade da banda de continuar na estrada mas paira a dúvida de que nada pode ser para sempre e a idéia de que fazer tudo como se fosse a última vez é que torna o disco tão especial! Isso sem contar a capa do álbum que já é, por si só, reveladora!

16/05/2011

Editorial do dia: Don`t Be Shy








Pane no sistema!



Muitos perceberam que na última sexta-feira o blog ficou fora do ar durante muito tempo. Alguns posts que havíamos colocado por último, como o do Leonilson, Hora do Chá e Chocolate Factory, sumiram misteriosamente. Pedimos desculpas pelo transtorno e agora tudo já foi normalizado. 

Biblioteca de idéias!



















É mágico ver ações como essas se tornarem realidades tão próximas, modificando a vida das pessoas de um modo divertido e surpreendente. A cidade de Nova York juntamente com o a agência de consultoria em design Pentagram e o instituto cultural Robin Wood, também de NY, desenvolveram um projeto de bibliotecas infantis em várias escolas de cinco bairros da cidade de Nova York. Como nesses projetos envolvem uma série de pessoas, idéias e obstáculos o L!BRARY não poderia de ser diferente. Os arquitetos verificaram que a maioria das bibliotecas eram construídas em prédios antigos e que tinham como característica comum o pé direito alto. Como estavam tratando de um público-alvo com estatura pequena (crianças) as prateleiras dos livros não poderiam ser altas. Justamente por isso a idéia dos painéis entre o teto e as prateleiras se tornou marca registrada do projeto. Vários arquitetos, designer e artistas se envolveram na empreeitada, que resultou em bibliotecas tão incríveis quantos as inúmeras histórias que esses pequenos leitores irão encontrar nos livros. Design mudando o futuro!