08/06/2011

Indústria dos produtos "inspired" brasileira


 

Até os anos 90, quando nós do Plie ainda éramos crianças, ouvíamos os adultos enaltecer os produtos dizendo: "isso é importado!". Naquela época, "ser importado" era sinônimo de artigo de qualidade e até certo luxo, mas até fazia algum sentido tudo isso. Sim, porque até aquela década nosso país, o Brasil, ainda não tinha uma produção bacana e isso vale para todo tipo de produto, inclusive de moda.

Foi lá nos anos 90 que começaram a existir cursos de design e moda em nossas faculdades! Até então, nossos designers eram arquitetos, engenheiros ou artistas e as pessoas valorizavam muito o que vinha de fora, mesmo que fosse do Paraguai. Embora ainda sejam escassos os cursos de graduação em moda e design, já somos um país muito lembrado lá fora por nossa criatividade ta aí Pedro Lourenço, Alexandre Herchcovitch, Rosa Chá (entre outros) que não me deixam mentir. A indústria têxtil e de aviamento também é responsável por este desenvolvimento, já que cresceu e evoluiu, possibilitando maior liberdade de criação aos nossos designers pois antes muita matéria-prima precisava ser importada o que encarecia muito o produto final. 

Mas vira e mexe, passeando pelos shoppings da vida, nos deparamos com produtos copiados! E isso não acontece apenas nas lojas de fast-fashion não! Em lojas "chiques" também existem muitos produtos "inspired", mas numa boa, a maioria tá mais pra "copied" mesmo! E olha que eu não estou falando da indústria das réplicas!

Outro dia descobrimos um blog que só trata desse assunto e compara a peça copiada com a original, ficamos pensativos pois em seus últimos posts as comparações eram de peças que acabaram de desfilar no Fashion Rio com as "originais"internacionais. Claro que as marcas precisam se "adequar" as tendências do momento e isso faz com que muitas coleções acabem dialogando entre si, o que é parte de uma questão mercadológica, afinal todos precisam vender. O que chateia e desanima, é ver cópias descaradas nas lojas e perceber que estas cópias vendem até mais rápido que outros produtos. A verdade é que o consumidor atual tem informação de moda, sonha em ter uma "Birkin" e usar um "Louboutin" (que por sinal, até o público da Cláudia Leite já deseja) porém não tem "verba" pra pagar pelo produto original, então quando surge a oportunidade de comprar um desses produtos "inspired" se joga na ilusão (o que não é nenhum pecado, né?)



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