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14/02/2011

Plie Pequi Art + Plus Galeria convidam: Exposição de Oscar Fortunato!




NA PERIFERIA DO PUNK

 Quando o outsider volta o olhar para si mesmo, encontra o mundo. E Oscar Fortunato é o outsider do punk. O seu trabalho expõe um olhar incisivo sobre as coisas, mas com o refinamento poético que lhe é peculiar. A ordem é faça-você-mesmo. Essa exposição é como um auto-retrato. Caveiras, o eterno elogio à resistência, aparelhos de som, frases em spray e várias, mas várias camadas de ironia, sensibilidade e revolta frente ao atual mundo caduco.

 Oscar não se contenta com a posição confortável de observador na arte. Nem com títulos confortáveis que lhe dão. É por isso que até no Punk, Oscar se interessa mesmo é pela periferia do pensamento. É de lá que ele nos propõe a visão da morte, da opressão, do caos. E é nessa posição de limite que a beleza aparece, fronteiriça. A resistência como estandarte da existência. O caos como condição natural da criação. A morte como lembrança da vida. O sublime sobrevive.

 Se estão vendendo cartões postais de enforcados, aqui os convites estão sendo silkados pelo próprio artista. Nessa exposição - comemorativa aos 40 anos de Oscar - haverá óleo, spray, adesivos (stickers), serigrafia sobre tela e coisas. Tipografia, planos de cidade, sobreposição sobre tela. Tudo feito por um artista que toma parte na produção de sua obra e da exposição, que será mais do que telas na parede. Um happening com música ao vivo, discotecagem, trombetas apocalípticas e algumas outras surpresas no dia 15 de fevereiro, na Marcos Caiado Galeria de Arte, que encerra com esta exibição suas atividades.

Por Tarik Hermano


Vamos?

08/02/2011

Plie Pequi Art #6 + Plus Galeria apresentam: o trabalho encantador de Lupe













































O Plie Pequi Art em parceria com a Plus Galeria passou por uma leve pausa mas volta com o trabalho primoroso de Lupe. Sua obra chama a atenção pela riqueza em detalhes e para nós, que amamos a moda, vemos logo uma conexão: as roupas dos personagens parecem ter saído de um livro de história da moda. A ligação com o passado é forte e marcante aos olhos do espectador. Lupe falou ao Plie Blog e nos respondeu com um texto descomplicado algumas perguntas sobre sua formação, o início de sua carreira, suas inspirações e como a moda se faz presente em sua obra. 

"Tenho formação em Artes Visuais pela Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás, e mestrado em Cultura Visual pela mesma faculdade.

Assim como quase todos que trabalham na área, desenho desde muito pequena. Comecei desenhando histórias em quadrinhos, e por volta de 1997 passei a criar e editar um zine próprio, em xerox, o Disritmia Urbana. Depois de entrar para a faculdade, passei a estagiar em escritórios de design gráfico, o que me fez perceber que não queria ser designer, e em 2006 passei a trabalhar exclusivamente com ilustração, primeiro em um jornal diário, e depois como freelancer, desenvolvendo em especial trabalhos na área de livro infantil. Atualmente vivo exclusivamente de minha produção de ilustração e pintura.
Há cerca de dois anos comecei, paralelamente, uma produção de cunho mais pessoal, partindo de minha experiência anterior com o imaginário da literatura infantil clássica, tema que muito me interessa.
Utilizo técnicas diversas, do digital ao óleo. No entanto, tenho preferência por grafite, aquarela e acrílico, em especial para os trabalhos pessoais. Em geral pinto sob papel, mas estou começando a utilizar também outros suportes, como tela,
papel paraná e madeira. 

Não tenho intenção explícita de transmitir nenhum tipo de mensagem através do meu trabalho, deixo que o observador tire suas próprias conclusões sobre ele. Arte panfletária não combina comigo, prefiro ser mais sutil nesse sentido.

As referências a estéticas do passado são bastante marcantes em minha obra, e é o que salta primeiro aos olhos. Mas em geral sempre existe algum tipo de narrativa implícita, nem sempre facilmente perceptível, provavelmente uma influência de meu background como ilustradora de livros infantis. Tudo o que faço tem uma história, por mais simples que o desenho ou pintura seja.
Busco inspiração em muitas coisas: Ilustradores da virada do séc. XIX, fotos antigas, em especial do período Vitoriano e Eduardiano (especialmente as em estilo memento mori), assim como nos mestres da pintura do passado (em especial os holandeses pré-renascentistas, os românticos e os pré-rafaelitas). A literatura de contos de fadas também me inspira muito, assim como o universo narrativo de histórias para crianças. Ilustrações científicas antigas, gabinetes de curiosidades, steampunk, música, tapeçarias e coisas com um toque de bizarro. Adoro taxidermia, por exemplo.

A moda também tem sido uma fonte de muitas idéias interessantes, gosto muito de praticamente tudo que é anterior ao séc. XX, pois o vesturário além de tudo possuía uma variedade de significados pessoais e sociais ligados a estética das peças. Também me inspiro em coleções de estilistas contemporâneos que trabalham releituras dessas estéticas, como Alexander McQueen, Vivenne Westwood e John Galliano. Sempre gostei da moda como uma forma de expressão, embora nunca tenha tido interesse no mundo da moda propriamente dito. Meu estilo pessoal tende ao sóbrio, o que me faz pensar que tenho uma espécie de dupla personalidade!"

por Lupe.

Gostou? Suas obras estão a venda na Plus Galeria, é só clicar, pagar e receber em casa! Luxo é pouco,né?!

07/12/2010

Plie Pequi Art #5 + Plus Galeria


street kid



























A série de posts Plie Pequi Art ganha reforço: a Plus Galeria. Em comum, Plie e Plus têm a idéia de promover e valorizar a arte, mostrar o quanto Goiás já deixou para trás o ranso de interior caipira. Aqui, temos sim, ótimos artistas que não perdem em absolutamente nada a quaisquer outros e precisamos valorizá-los. Então, a partir de hoje, temos a grande honra de "receber" um pouco da arte e dos artistas que estão na Plus, esta galeria on-line que vende uma diversidade incrível de arte.
Começamos com Fernando Carpaneda, escultor auto-didata, que tem família goiana, viveu durante um grande período em Brasília e hoje, reside em Nova Iorque. Sua arte, muito original, tem influências do universo punk e forte ligação com a rua, retratando o submundo de drogados, garotos de programa, marginais e mendigos. Seus personagens são sempre homens, nudez e sexo com forte presença em sua obra. Seu trabalho faz parte do acervo permanente do The Museum of Sex (Nova Iorque) e do The Eroctic Heritage Museum (Las Vegas). Carpaneda lançou sua auto-biografia "O Anjo de Butes", onde conta sua trajetória de artista underground que ganhou reconhecimento mundial, além de suas experiências no submundo de metrópoles em que viveu. Carpaneda falou ao Plie Blog e respondeu algumas de nossas curiosidades:

Plie: Como foi seu início no mundo das artes? Quando começou?
Fernando Carpaneda: Comecei a pintar quadros quando tinha 13 anos de idade. Quando fiz 18 anos comecei a trabalhar com assemblagens, objetos e resina. Eram trabalhos feitos em grandes proporções. Sempre retratava a figura humana em tamanho natural coberta por piche e muitas vezes essas figuras apareciam mutiladas. A partir de 1989, comecei a trabalhar com argila. Estou me especializando em retratos em miniatura desde então.

Plie: Sabemos que no Brasil,por diversos fatores, os artistas sofrem para viver somente da sua arte e em vários casos, exercem até mesmo, outra profissão. Você vive da sua arte?
Fernando Carpaneda: Vivo da minha arte!

Plie: Quais técnicas utiliza?
Fernando Carpaneda: Argila, tecidos (corte e costura), cabelos humanos, tintas, etc.

Plie: Tem alguma mensagem, em especial, que quer transmitir com seu trabalho?
Fernando Carpaneda: Seja você mesmo. Nunca siga parâmetros ou academia. Não acredite em opiniões de críticos de arte ou curadores. Eles são assalariados e trabalham em prol de promover as instituições que os emprega ou trabalham para revistas de arte que pagam por suas críticas. Curadores e críticos de arte expõe e mostram o que convém ser mostrato. Com isso excluem do mapa novas propostas e bons artistas.

Plie: Qual seria a característica marcante da sua obra?
Fernando Carpaneda: Sinceridade

Plie: Busca algum tipo de inspiração?
Fernando Carpaneda: O ser humano é minha maior inspiração.


*Os prints Street Kid, são serigrafia sobre papel especial, estão a venda na Plus Galeria por R$200,00. Bacanérrimo, não?

29/11/2010

Plie Pequi Art #4






Talvez o grafite seja a manifestação artística e cultural mais democrática que exista, para apreciá-lo basta sair na rua e ele estará lá, dia e noite, com chuva ou sol. No Plie Pequi Art de hoje apresentamos o arquitetônico trabalho de Santhiago, vulgo "Selon", que é formado em design de comunicação pela PUC-GO e nos conta que começou a desenhar em 1996, quando conheceu as letras da pixação. "Foi meio que um estalo, até então não tinha costume de desenhar nem mesmo quando criança." A partir daí, seu trabalho evoluiu, tomou personalidade e hoje é possível identificá-lo, já que têm como características marcantes as formas geométricas e as cores. Aliadas a isso, estão suas técnicas de pintura: a tinta acrílica, o esmalte e o spray. Neste ano, realizou suas primeiras exposições em museus e galerias, já que a rua, esta sim, é sua maior e talvez melhor galeria. "Meu trabalho de pintura fala sobre a cidade. É um reflexo da paisagem urbana, das ruas, dos prédios, paredes....não represento pessoas ou animais...mas em alguns momentos, utilizo essas imagens como um primeiro passo para a abstração." Muitas pessoas acreditam que quando o grafite adentra a galeria de arte, como no caso da 1ºBienal de Graffiti que rolou em São Paulo (veja o post), ele perde sua essência, de acordo com Santhiago"para alguns trabalhos de grafite o fato de entrar num espaço de galeria faz com que ele perca algumas partes importantes de sua constituição. Então para que permaneça neste novo espaço é preciso que assimile novas influências características deste novo local." 

Recentemente, aconteceu por meio do  programa Conexão Artes Visuais MinC/Funarte/Petrobrás o Projeto Pintando um Novo Mundo realizado no Bairro Jardim Novo Mundo, região leste de Goiânia, no qual Santhiago foi proponente, curador  e artista. A iniciativa, de caráter social, teve como proposta levar arte de qualidade ao bairro, que é o maior de Goiânia e abriga grande parte da população de baixa renda da cidade, através do grafite e ações de formação como oficinas e mesa redonda. Contou com a participação de artistas de renome nacional e internacional, consagrados ou emergentes tendo retorno muito positivo do público e artistas.

Vida longa a sua arte Santhiago!


Confira mais em: www.flickr.com/selon

22/11/2010

Plie Pequi Art #3












































A série de posts Plie Pequi Art apresenta o trabalho da designer de comunicação e ilustradora Nivea Nunes.

Ela desenha desde criança e diz que aos 13 anos já havia decidido que iria cursar artes plásticas. Descobriu o design através da irmã e a partir daí foi conhecer o que é essa profissão.  "Eu queria fazer artes plásticas, mas no fundo eu achava que deveria procurar uma forma de trabalhar com arte mas que ela fosse útil. A propósito designer não é artista, mas estamos conectados diretamente com a arte."
Suas ilustrações  geralmente em tons pastéis, são delicadas e descontraídas, mostram um pouco do que é a Nivea por dentro. Na época da faculdade, criou personagens sorridentes e com dentes grandes que ganharam destaque, todo mundo sabia que eram dela.  Segundo ela: "Eu não tenho muitas técnicas mirabolantes hahah! Uso lápis, papel e tablet. Gosto também de usar aquarela. As vezes faço umas colagens, recortes, manual ou digital." 
Atualmente Nivea vive em Londres e exerce mais o lado designer, mas a ilustração é o que ela realmente AMA e por isso não pára! 

*Nivea já teve uma loja on-line onde vendia produtos com suas ilustrações, já teve seus trabalhos expostos na UFG e em eventos relacionados a ilustração. Agora, ela expõe aqui, no Plie Blog! 
Quem quiser ver mais: http://www.niveanunes.com