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04/05/2011

Fotografias contam histórias _Exposição Fotografia em Revista









Exposições de arte e design são um pouco escassas, aqui no centro-oeste, mas ultimamente esse diagnóstico vem mudando e algumas exposições estão surgindo. Claro, é preciso ficar atento, pois a divulgação muitas vezes não ajuda muito. 
O caso é que em uma dessas idas a Brasília, nos deparamos com uma exposição direta, fácil de entender e que agrada a todos pois desperta lembranças. A editora Abril juntamente com a FAAP, apresentaram (a exposição foi até o dia 24/04) no Museu Nacional do Conjunto Cultural da República a exposição "Fotografia em Revista" que através de um acervo de imagens feitas por fotógrafos brasileiros, publicadas nas revistas Abril,  conta muitos momentos importantes da história do Brasil e do mundo.  
Nos deparamos com muitas imagens marcantes, que povoam nossa memória, outras tão expressivas que somos capazes de captar o sentimento da época em que foram tiradas. Os depoimentos dos fotógrafos participantes também valeram a visita, pois além de contarem os bastidores de algumas de suas fotos mais reconhecidas eles também falavam da dificuldade que existia antes da internet e das câmeras digitais existirem. 

No site, voce consegue ver as fotos que estavam expostas além destas que fotografamos. Olha lá!

21/03/2011

Venha para luz Caroline!












A Luz sempre foi uma fonte de inspiração, e acreditamos que continuará sendo, não só para quem trabalhar com arte, mas para qualquer ser humano sensível. No sentido prático ou metafórico, a luz emana várias significados e preenche lacunas que nenhum outro elemento conseguiria, talvez não com tanta simplicidade e força. Pensando nisso é que o coletivo londrino United Visual Artist utiliza dessa "matéria prima" com uma sensibilidade moderna e criativa. Seus trabalhos dialogam com a arquitetura, design, e claro, arte nos seus mais variados meios: performance, instalação, vídeo.... Inspirador.



08/02/2011

Plie Pequi Art #6 + Plus Galeria apresentam: o trabalho encantador de Lupe













































O Plie Pequi Art em parceria com a Plus Galeria passou por uma leve pausa mas volta com o trabalho primoroso de Lupe. Sua obra chama a atenção pela riqueza em detalhes e para nós, que amamos a moda, vemos logo uma conexão: as roupas dos personagens parecem ter saído de um livro de história da moda. A ligação com o passado é forte e marcante aos olhos do espectador. Lupe falou ao Plie Blog e nos respondeu com um texto descomplicado algumas perguntas sobre sua formação, o início de sua carreira, suas inspirações e como a moda se faz presente em sua obra. 

"Tenho formação em Artes Visuais pela Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás, e mestrado em Cultura Visual pela mesma faculdade.

Assim como quase todos que trabalham na área, desenho desde muito pequena. Comecei desenhando histórias em quadrinhos, e por volta de 1997 passei a criar e editar um zine próprio, em xerox, o Disritmia Urbana. Depois de entrar para a faculdade, passei a estagiar em escritórios de design gráfico, o que me fez perceber que não queria ser designer, e em 2006 passei a trabalhar exclusivamente com ilustração, primeiro em um jornal diário, e depois como freelancer, desenvolvendo em especial trabalhos na área de livro infantil. Atualmente vivo exclusivamente de minha produção de ilustração e pintura.
Há cerca de dois anos comecei, paralelamente, uma produção de cunho mais pessoal, partindo de minha experiência anterior com o imaginário da literatura infantil clássica, tema que muito me interessa.
Utilizo técnicas diversas, do digital ao óleo. No entanto, tenho preferência por grafite, aquarela e acrílico, em especial para os trabalhos pessoais. Em geral pinto sob papel, mas estou começando a utilizar também outros suportes, como tela,
papel paraná e madeira. 

Não tenho intenção explícita de transmitir nenhum tipo de mensagem através do meu trabalho, deixo que o observador tire suas próprias conclusões sobre ele. Arte panfletária não combina comigo, prefiro ser mais sutil nesse sentido.

As referências a estéticas do passado são bastante marcantes em minha obra, e é o que salta primeiro aos olhos. Mas em geral sempre existe algum tipo de narrativa implícita, nem sempre facilmente perceptível, provavelmente uma influência de meu background como ilustradora de livros infantis. Tudo o que faço tem uma história, por mais simples que o desenho ou pintura seja.
Busco inspiração em muitas coisas: Ilustradores da virada do séc. XIX, fotos antigas, em especial do período Vitoriano e Eduardiano (especialmente as em estilo memento mori), assim como nos mestres da pintura do passado (em especial os holandeses pré-renascentistas, os românticos e os pré-rafaelitas). A literatura de contos de fadas também me inspira muito, assim como o universo narrativo de histórias para crianças. Ilustrações científicas antigas, gabinetes de curiosidades, steampunk, música, tapeçarias e coisas com um toque de bizarro. Adoro taxidermia, por exemplo.

A moda também tem sido uma fonte de muitas idéias interessantes, gosto muito de praticamente tudo que é anterior ao séc. XX, pois o vesturário além de tudo possuía uma variedade de significados pessoais e sociais ligados a estética das peças. Também me inspiro em coleções de estilistas contemporâneos que trabalham releituras dessas estéticas, como Alexander McQueen, Vivenne Westwood e John Galliano. Sempre gostei da moda como uma forma de expressão, embora nunca tenha tido interesse no mundo da moda propriamente dito. Meu estilo pessoal tende ao sóbrio, o que me faz pensar que tenho uma espécie de dupla personalidade!"

por Lupe.

Gostou? Suas obras estão a venda na Plus Galeria, é só clicar, pagar e receber em casa! Luxo é pouco,né?!

07/02/2011

Plie blog + Bag: Ilustração e moda: o casamento perfeito!







Hoje a revista bag apresenta Filipe Jardim. Ele é especialista em moda e ilustrações de viagem, passa a metade do ano na sua cidade natal Rio de Janeiro e a outra metade circulando o globo. A primeira vez que Filipe deixou sua "marca" foi quando ele produziu o "Livro de Viagem" do Rio de Janeiro para a Louis Vuitton. Este livro belamente produzido foi o perfeito cartão de visita para o seu trabalho que resultou em futuros negócios com Hermés e Issa. Recentemente pediram a ele fotos que ilustrassem a loja da Tiffany da Wall Street para o então lançamento da loja em Nova York contando que ele continuasse com o trabalho editorial para o "The New York" e para a Revista "S/N".
Para quem quiser conhecer mais sobre o trabalho do rapaz acesse: www.filipejardim.com

por lucasSilveira

07/12/2010

Plie Pequi Art #5 + Plus Galeria


street kid



























A série de posts Plie Pequi Art ganha reforço: a Plus Galeria. Em comum, Plie e Plus têm a idéia de promover e valorizar a arte, mostrar o quanto Goiás já deixou para trás o ranso de interior caipira. Aqui, temos sim, ótimos artistas que não perdem em absolutamente nada a quaisquer outros e precisamos valorizá-los. Então, a partir de hoje, temos a grande honra de "receber" um pouco da arte e dos artistas que estão na Plus, esta galeria on-line que vende uma diversidade incrível de arte.
Começamos com Fernando Carpaneda, escultor auto-didata, que tem família goiana, viveu durante um grande período em Brasília e hoje, reside em Nova Iorque. Sua arte, muito original, tem influências do universo punk e forte ligação com a rua, retratando o submundo de drogados, garotos de programa, marginais e mendigos. Seus personagens são sempre homens, nudez e sexo com forte presença em sua obra. Seu trabalho faz parte do acervo permanente do The Museum of Sex (Nova Iorque) e do The Eroctic Heritage Museum (Las Vegas). Carpaneda lançou sua auto-biografia "O Anjo de Butes", onde conta sua trajetória de artista underground que ganhou reconhecimento mundial, além de suas experiências no submundo de metrópoles em que viveu. Carpaneda falou ao Plie Blog e respondeu algumas de nossas curiosidades:

Plie: Como foi seu início no mundo das artes? Quando começou?
Fernando Carpaneda: Comecei a pintar quadros quando tinha 13 anos de idade. Quando fiz 18 anos comecei a trabalhar com assemblagens, objetos e resina. Eram trabalhos feitos em grandes proporções. Sempre retratava a figura humana em tamanho natural coberta por piche e muitas vezes essas figuras apareciam mutiladas. A partir de 1989, comecei a trabalhar com argila. Estou me especializando em retratos em miniatura desde então.

Plie: Sabemos que no Brasil,por diversos fatores, os artistas sofrem para viver somente da sua arte e em vários casos, exercem até mesmo, outra profissão. Você vive da sua arte?
Fernando Carpaneda: Vivo da minha arte!

Plie: Quais técnicas utiliza?
Fernando Carpaneda: Argila, tecidos (corte e costura), cabelos humanos, tintas, etc.

Plie: Tem alguma mensagem, em especial, que quer transmitir com seu trabalho?
Fernando Carpaneda: Seja você mesmo. Nunca siga parâmetros ou academia. Não acredite em opiniões de críticos de arte ou curadores. Eles são assalariados e trabalham em prol de promover as instituições que os emprega ou trabalham para revistas de arte que pagam por suas críticas. Curadores e críticos de arte expõe e mostram o que convém ser mostrato. Com isso excluem do mapa novas propostas e bons artistas.

Plie: Qual seria a característica marcante da sua obra?
Fernando Carpaneda: Sinceridade

Plie: Busca algum tipo de inspiração?
Fernando Carpaneda: O ser humano é minha maior inspiração.


*Os prints Street Kid, são serigrafia sobre papel especial, estão a venda na Plus Galeria por R$200,00. Bacanérrimo, não?